Diga: Renato!


sábado, agosto 11, 2001
A espanhola Nena disse: "muchacha, guapa - são dialetos usados por mexicanos... tenha dó... Além deles fazerem uma tortilla falsa, enfiarem pimenta na comida, ainda tenho que aturar isso!!! Sem contar nas novelas, com aquelas atrizes usando cílios assassinos!". Ué, mas os mexicanos são crias deles, os espanhóis! Aturem e não reclamem!!! Quem mandou dizimar os Astecas.



Estou mudando meus pontos de vistas. Já vejo vantagens em termos uma Monarquia e simpatizo com idéias do presidenciável Enéas. Falo sério.



COMO SE LIVRAR DA LBV SEM GASTAR UM CENTAVO (II)

- Alô, senhor Renato?!
- Sim.
- Aqui é Margareth da LBV. Estou ligando porque o Valdecleison, seu afilhado, está voltando às aulas e ainda não tem todos os cadernos e livros. Gostaríamos de contar com sua colaboração. Quando podemos passar em sua residência ou trabalho?
- Quem é minha filha?
- Margareth da LBV.
- Pode falar um pouco mais devagar, num tô ouvindo nada.
- É MAR-GA-RE-TH da L-B-V!
- E o que é LDD?
- Não, é L-B-V... Legião da Boa Vontade... sempre ligo para o senhor...
- Ah, LBV! Qual o seu nome mesmo?
- Margareth.
- E o que eu posso fazer por você, Arlete?
- É Margareth... bom... é uma contribuição para o seu afilhado Valdecleison.
- Valde o quê?
- VALDECLEISON!!!
- Arleisson?
- Não, VAL-DE-CLEI-SON!
- Mas o que tem o Deibson, Arlete?
- Ele é seu afilhado e gostaríamos de uma contribuição.
- Fala mais devagar, querida!
- UMA CONTRIBUIÇÃO! QUALQUER QUANTIA!
- Sentia o quê?
- NÃO, É QUANTIA! QUANTIA! DINHEIRO!
- O Deibson te pediu dinheiro, Arlete? É isso?
- Não, senhor Renato! Valdecleison precisa de uma contribuição. Ouviu?
- Deibson precisa do quê?
- CON-TRI-BUI-ÇÃO!!!
- Sim.
- Com quanto o senhor pode ajudar?
- Ajudar o quê?
- Ajudar na contribuição?
- Mas que atribuição?
- É CONTRIBUIÇÃO, OUVIU???
- Hein?
- Senhor Renato, O SENHOR PODE NOS AJUDAR???
- Gosto.
- Gosta de quê?
- Ué, de manjar... não perguntou se eu gosto de manjar?
- NÃO!!! COM QUANTO PODE AJUDAR???
- Arlete?
- Oi!
- Eu não estou entendendo nada. Antigamente quem ligava era uma tal Mar...
- Margareth!!!
- Isso, Margareth... de repente liga você.
- Mas eu sou a Margareth...
- Ué, num era Arlete?!
- Não, o senhor entendeu errado. É Margareth.
- Mas fala claramente o que você quer, Margareth?
- Uma contribuição!
- Uma o quê?
- CONTRIBUIÇÃO!!!
- Ah, contribuição.
- ISSO! GRAÇAS A DEUS!!! COM QUANTO VAI AJUDAR?
- Mas contribuição pra quê, Margareth?
- Pro Valdecleison!
- E quem é esse?! E o Deibson?
- NÃO, É VALDECLEISON! NÃO EXISTE DEIBSON!!!
- Mas o que você quer, Margareth?
- AJUDA! DINHEIRO! CONTRIBUIÇÃO!
- Sei.
- Vai ajudar com quanto?
- Quanto o quê?
- DINHEIRO!!!!
- Que dinheiro, Margareth? Você está me confundindo. Faz o seguinte, explica tudo de novo bem devagar.
- Tu-tu-tu-tu



Darcy Ribeiro, uma criatura fenomenal, disse várias vezes que o Brasil é a nova Roma. Eu partilho dessa opinião. Leiam O Povo Brasileiro, de autoria dele.



O professor e imortal Arnaldo Niskier fez um artigo, após a visita do primeiro-ministro francês Lionel Jospin, relatando um almoço oferecidos a intelectuais aqui no Rio de Janeiro. Nesse almoço Jospin tentou seduzir os convidados a lutar bravamente pela afirmação do idioma e da cultura francesa. Vários pontos foram destacados nesse sentido e houve um verdadeiro conclame a luta contra a expansão continuada do inglês, mas especificamente da cultura americana. O artigo tinha um tom corroborativo dessas impressões de Jospin. Espero estar errado, mas acho um erro o professor Niskier pensa dessa forma. Os franceses, ingleses e espanhóis (olha eles aí!!!) subsidiam iniciativas como Aliança Francesa, Cultura Inglesa e Casa de España - mais recentemente - com o simples intuito de fazer o mesmo que os americanos. A diferença é que lutam com menos armas que os yankees. Eu não gostaria de ver o povo brasileiro simplesmente tracando de senhor, gosto da pluralidade que essa iniciativa representa, até a defendo sob certo aspecto, mas não me envaideço ingenuamente com ela. Eu quero ver é o Brasil fazendo o mesmo, se afirmando culturalmente como nação. Isso não é exagero, temos muitas oportunidades nesse exato momento para isso, mas não fazemos uso. Uma pena.



Sabia que é possível se contar a história do Brasil através da história gonçalense? Pois então saiba. Um dia eu mostro para vocês.



Estou com uma vontade de ir a Nova York de novo. Não, eu nunca estive lá, mas já tive essa vontade antes.



Sim, eu gosto dos integrantes dos Beatles individualmente, mas não reunidos nessa banda. Portanto, podem desmontar a cruz.



Eu não gosto dos Beatles. Não gosto de Jota Quest também. Portanto, não venham mais pedir minha opinião. Respeito ambos, mas não gosto.



A volta da Rádio Fluminense (A Maldita), agora em 540 AM, foi um grande presente que recebi. Não que a programação seja sem pecados, os tem, mas são pecados leves e perdoados sem grande esforço.



Varela e Antônio conversam, um dia depois, sobre a festa que Varela deu para o neto e Antônio ajudou nos serviços:
- A festa estava boa, não Antônio?
- Muito, dotô, muito boa mesmo...
- Dizem que o bolo estava bom...
- Bom?! Dotô, eu NUNCA comi um bolo tão gostoso...
- Ora, Antônio...
- É verdade, dotô. NUNCA comi um bolo tão gostoso NA MINHA VIDA!!!
- Sei, mas e o resto?
- O resto??? Bom... MUITO MELHOR AINDA, dotô!!!
- Menos, Antônio, menos...



Eunápio sempre teve razão: "se burrice doesse, se ouviria no mundo um grande gemido".



São Gonçalo não é uma cidade fácil de se compreender. É preciso muito mais que vontade.



quinta-feira, agosto 09, 2001
COMO SE LIVRAR DA LBV SEM GASTAR UM CENTAVO

- Booom dia. É o senhor Renato?
- Sim, sou eu.
- Aqui é a Margareth da LBV. Estou ligando para dizer que seu afilhado Valdecleison está indo muito bem nos estudos, mas recentemente teve problemas de saúde e o custo dos medicamentos foi muito alto. Gostaríamos de pedir sua contribuição. Qual seria o melhor dia para um de nossos agentes ir até a sua casa? Só preciso de seu endereço.
- Ah, LBL? Mas... que boooommm... eu estava tão preocupado com o... qual o nome do meu afilhado mesmo?
- Valdecleison.
- Isso, com o Valdecleison. Fazia tanto tempo que você não ligava, Margareth. Você não vai acreditar?! ME-LHO-REI da artrite!!! Isso mesmo, estou bem melhor agora. Ontem, por exemplo, fiz duas horas de caminhada e não senti dor nenhuma. É até engraçado porque na caminhada eu vi um senhor cuidando de um papagaio. Ah, Margareth, lembrei de minha infância no interior do Piauí, que coisa maravilhosa. Lá tínhamos um papagaio chamado Arnaldo. Não é que o danado aprendeu a xingar?! E NINGUÉM lá em casa ensinou. Éramos muito católicos, íamos à Igreja todo domingo e nos confessávamos com o padre Ambrósio. Que pessoa boa, Margareth, como o padre Ambrósio era dedicado a sua paróquia, como ele era abençoado, tinha sempre uma palavra de esperança para a gente...
- Senhor Renato, é que... - interrompe ela bruscamente.
- Ah, sei, desculpa! desculpa mesmo, Margareth! - interrompe você sem deixá-la falar por muito tempo - eu tenho essa mania de falar muito, de me perder nos assuntos, mas eu ando muito só. É sempre bom ter uma pessoa educada, que defende uma causa nobre. Gosto muito de você, Margareth...
- Obrigada, Sr. Renato, mas eu...
- Eu sei! Eu sei! Eu sei! hahaha... fuji do assunto novamente. Hoje pela manhã durante o café da manhã eu fiquei pensando como eu sou só. Que bom seria se alguém boa de papo me ligasse! Olha que coincidência, Margareth! Você ligou! Isso é milagre! Isso é uma dádiva! Eu te adoro, Margareth! Quero que você me ligue sempre, exijo falar com você, quero acompanhar o dia-a-dia do Valdicleison. Estou certo que ele é uma criança serena, pacata, estudiosa e de bons modos. Eu estou doido para conhecê-lo pessoalmente. Torço muito pelo sucesso dele e quero ajudar sempre da melhor forma possível...
- Senhor... Renato...
- Vou ler para você uma Poesia que estou escrevendo...
- Senhor Renato, eu não tenho muito tempo...
- Ah, mas você vai ter que me ouvir, nem adianta... é assim "A lua clarea o mar, dando forma as ondas que vêm, dando ginga as ondas que vai, mostrando que não somos ninguém. Eu queria ser uma lesma, morar dentro de um casulo, eu gostaria de dizer também, que o Brasil é grande pra chuchu. Eu sou um felizardo, sou amigo do Rei, vou me embora pra Pasárgada, de ônibus ou trem. De tudo ao seu amor serei atento, olharei para os dois lado da rua, antes e com tal zelo, mesmo que passe um táxi alucinado, que dele se encante mais meu pensamento"...
- Seu...
- "Ah, que saudades, da aurora da minha vida, da minha infância perdida, na brumas dos girassóis. Eu sei que vou te amar, por toda a minha vida, eu sei que vou falar, das coisa mais queridas da vida, das lutas e das abóboras". Ah, vou pegar a bíblia que estou com uma dúvida... um minutinho...
- SENHOR RENATO!!! EU NÃO POSSO AGUARDAR!
- Ah, mas a bíblia você vai ouvir, nem adianta, é a palavra de Deus. Não quero nem saber, vou pegá-la, espere um pouco...
- Ai, meu Deus... onde fui amarrar meu burro...
[5 Minutos depois]
- Margareth achei, estava lá no fundo da estante. É uma estante meio velha que comprei quando fui ao Paraguai. Nem te conto como foi complicado para trazê-la de lá. Imagine só, um ônibus abarrotado e eu trazendo uma estante. Mas é uma estante guarani... é... ela fala espanhol também. Foi feita pelo índios remanescentes das cordilheiras paraguais... aposto que não acredita que o Paraguai tem cordilheiras... hahaha... Mas tem! Eles, os paraguaios, ainda não revelaram ao mundo, mas quando fui visitar essa tribo, é uma viagem meio longa sabe, mas muito bonita. Voltando, eles, os índios, estavam descendo as cordilheiras. Tive que fazer um juramento de não contar para o mundo sobre a cordilheiro. Estou contando para você porque eu gosto MUITO de você...
- Renato... chiiiiii... acho que a ligação... chiiiiii... vai....
- Ah, tá... isso é sinal dos Deuses indígenas! Eu não teveria ter tocado nessa assunto com você...
- chiiiiii.... vai.... chiiii.... cair....
- Mas vamos à bíblia...
- tu-tu-tu-tu-tu.



quarta-feira, agosto 08, 2001
Ainda falando sobre Jorge Amado. Eu devo estar piorando cada vez mais com essa minha memória. Na segunda, minutos antes da morte do escritor (ele faleceu às 19:00h) eu estava voltando para casa quando avistei um senhor aguardando para atravessar a rua. Eu estava no sinal de trânsito da Lopes Trovão com a Rua Santa Rosa. Fiquei olhando para ele e querendo lembrar o nome de Jorge Amado, mas só me vinha a memória "o marido da Zélia Gattai". Coisa de doido, ele é o famosão, mas é dela que lembro. No dia seguinte recebo a notícia da morte dele na noite anterior. Muito triste.



terça-feira, agosto 07, 2001
Vai entender. Na Amazon dizem que o livro que comprei é bom. Na Barnes & Nobles diz que é uma porcaria. Coincidentemente, o outro que a B&N diz ser bom, a Amazon diz que é uma droga. E aí? Vou ter que comprar os dois para saber? Querem fazer o favor de se decidir logo!?



O mundo se despede hoje de um ícone brasileiro: Jorge Amado. Os que me conhecem sabem que sou muito mais fã da Zélia Gattai, sua esposa, que dele propriamente. Acho Zélia uma das pessoas mais doces desse mundo. Com sua fala mansa, parece mais baiana que paulista, Zélia encanta todo mundo facilmente. Mas, Jorge Amado, foi, sem dúvida nenhuma, uma das maiores estrelas brasileiras no exterior. O que mais vendeu livro, depois de Paulo Coelho, e o que embalou os sonhos de muitos estrangeiros sobre o povo dessa terra tropical. Deixa saudade e uma lacúna a ser preenchida. Foi padrinho literário de João Ubaldo Ribeiro, também baiano. Jorge é de Ilhéus, onde foi ambientado seu grande sucesso "O País do Carnaval". Na Bienal do Livro de 1999 eu estive bem próximo dos dois, tempo suficiente para ver que eram tão naturais como na Tv, simplicidade e humildade. Não deixe de nos escrever aí de cima, Jorge Amado.



domingo, agosto 05, 2001
Aposto que vocês nunca pensaram nisso, nem imaginam. Vocês sabem qual é a importância dos Pessanhas para o mundo moderno? Sabia... um dia eu paro pra contar.



Ando recebendo mensagens de pessoas que me tratam por PeÇanha. Tudo bem, eu relevo. Mas fiquem sabendo que outros podem não aceitar facilmente. Explico, é que todo PeÇanha é um PeSSanha de segunda linha, uma espécie de genérico. Vem da mesma raiz, mas esses, os PeÇanhas, degradaram. Não confiem em PeÇanhas.



Eu concordo com Max Nunes: o casamento é igual ao camarada que quer tomar um copo de leite e compra uma vaca.



Pô, isso é a maior sacanagem. Espanhol nem a palavra cumpre. Vocês sabem que não gosto muito deles, mas tenho motivos para isso. Reparem o Tratado que assinaram. Não cumprem. O lugar deles é lá para Goiás, dali por diante. É o que manda o Tratado de Tordesilhas.



Essa rixa Rio-São Paulo é dignificante, é salutar. Esse país é imenso territorial e cuturalmente, é preciso manter o regionalismo. Seria um grave risco levar o estilo paulista de ser para toda essa imensidão. Digo mais: São Paulo atravanca o progresso desse país. Não por nada, mas pelo seu jeito de pensar. O paulista se aproxima do padrão classe-média de pensar, que já abordei aqui. Nada contra São Paulo, tudo a favor. Alimento essa rixa sempre que posso, gosto disso, precisamos ser diferentes e nos provocar mutuamente. Nenhum demérito em ser de ou morar em São Paulo. Tudo é festa. Tudo é Brasil.

Nada contra São Paulo, mesmo sendo feinha.



Vocês sabem o que é diarréia?
São lágrimas de uma bunda apaixonada.



Eu falo, vocês não me dão atenção. Na década de 80 teve um grupo chamado Locomia que aportou por essas terras brasileiras com um estilo boyola de ser. Era uma versão espanhola dos Menudos. Algo pavoroso. Pois é, navegando pelos mares dessa internet da vida, não é que me deparei com a página oficial do Locomia?!?! E eu que jurava estar livre dessa praga para sempre.



Se o cigarro faz tanto mal a saúde e o governo não o proibi veementemente, se os fumantes são tão incapacitados que não podem aprender isso por si só. Não seria mais proveitoso permitir que essas empresas patrocinem eventos artísticos e culturais, empregando assim seus lucros em algo verdadeiramente bom?



Olha, se querem um conselho meu: não fumem. Agora, fuma quem quer. Da mesma forma que a pessoa tem o direito de se matar lentamente com o cigarro, eu também tenho o direito de torcer deliberadamente para o esporte que gosto. E o esporte que gosto é o automobilismo, que foi bancado por muitos anos pelas empresas cigarro. Acontece que aprovaram uma lei proibindo que a turma do tabaco patrocine eventos esportivos, artísticos e mais outras coisas. Eu quero que os fumantes se danem. Eu quero é meu GP do Brasil a salvo. Não troco minha corridinha anual em casa por meia dúzia de pulmões. Não troco nem o Free Jazz Festival por duas dúzias de pulmões. Matem-se como quiserem. Mas deixem o esporte e a arte em paz.



As pessoas me perguntam de onde vem esse meu gosto por corridas. Sempre conto a história do GP do Japão de 1988 e das figurinhas de chiclete Ping Pong que eu colecionava quando o Chico Serra e Nelson Piquet nos representava na Fórmula 1. Bom, o fato é que, dias desses, eu lembrei de mais duas situações inusitadas que ajudam a reforçar o motivo desse meu gosto. A primeira se refere as corridas de tampinhas. Isso mesmo, chapinhas de refrigerantes, como chamávamos. Eu e mais um monte de moleques faziamos traçados de giz ou terra, o que estivesse mais acessível, e disputávamos memoráveis Grand Prix. O mais legal era a pista de terra, pois podíamos fazer traçados com subidas e descidas sinuosas. A regra era simples: três petelecos e quem saisse do traçado voltava ao início do traçado. Só não lembro bem se, caso tirassemos alguém, o coitado teria de voltar ao início, mas acredito que sim, ele voltava ao início.

Acontece que lembrei também de outro fator que me levou a gostar de corridas. Antes da tampinhas de refrigerantes, corríamos com um bicho chamado, por aqui, de gongolo - uma espécie de centopéia que o Aurélio trata também por "embuá" e classifica como "designação comum a vários miriápodes das famílias dos júlidas e polidésmidas; ambuá, bicho-bola, bicho-de-ouvido, caramuji, gongolo ou gongolô, piolho-de-cobra, surrupeio.". A regra era cavar uma pequena vala (o traçado do circuito) e fazer com que o raio do gongolo o percorresse sem abandonar a vala. Ganhava quem chegasse primeiro. Não era tarefa fácil como pode parecer, pois para manter o gongolo na pequena vala era necessário usar um palito para conduzindo-lo sempre de volta à vala, quando ele tentava sair. Só que o toque no gongolo tem de ser muito sutil, pois o sistema de defesa dele faz com que ele se enrole quando sofre alguma agressão. E gongolo enrolado não anda, perdia-se tempo então. Além disso, o gongolo liberava uma substância, quando em contato com a pele, que a deixava roxa por um tempo. Era uma tarefa de mestre administrar esse bicho. Para piorar ainda mais, em minha casa só tinha uns gongolos velhos, perdidos nas samambaias de minha mãe. Já na casa do Marcos, os gongolos eram jovens e rápidos. Acho que eles nasciam lá e mudavam-se, na aposentadoria, para a minha casa.

Vejam vocês, eu já pilotei gongolo.



Eu assisti dois filmes recentemente que recomendo. Tratam-se de filmes velhos, vi na Tv aberta, o problema é que não lembro bem o nome deles no original, o que pode me fazer errar o nome em português. Parece estranho, mas não é. Um dos filmes chama-se, creio, Sol Nascente. Digo creio pois não lembro bem o nome, mas lembro que ao ver esse título julguei que fosse uma produção japonesa, mas não é. É Russa. Filme bom, gostoso de se ver. O outro foi Laços de Família, esse é com Shirley MacLaine e Jack Nicholson. Mas tenho dúvidas se os nomes são realmente esses. Se alguém identificar, please, confimem para mim. Viu? Se eu tivesse gravado o título em inglês tudo seria mais fácil. Até mesmo o filme Russo eu teria maior facilidade para identificar.